O que aprendi criando conteúdo para artistas

O que aprendi criando conteúdo para artistas

Já se pegou sem ideias na hora de criar conteúdo? Aquela sensação de olhar para a tela em branco e não saber por onde começar? Já passei por isso (de vez em quando também acontece) – e foi assim que descobri algo fundamental: 

O repertório pessoal é o combustível da criatividade, e o planejamento de comunicação o caminho pra fazer nossas ideias brilharem, tornar nosso nome conhecido e nosso negócio prosperar.

Nessa jornada profissional aprendi, que a inspiração está em toda parte, e construir um repertório rico não é um luxo, mas uma necessidade para quem quer se destacar.

Diante do tão famigerado bloqueio criativo, entendi que necessariamente me abastecer de referências criativas era o segredo, e não economizei na busca. Até porque, lá em 2008, quando comecei a trabalhar com comunicação digital, os cursos de marketing digital eram caríssimos. E, detalhe, estou falando de uma época em que o Instagram não existia. Precisei, então, treinar o olhar, examinar minuciosamente a comunicação dos concorrentes e buscar referências em lugares diversos. Levando em conta meus recursos, ainda que limitados na época, passei a buscar referências em todos os lugares: livros, sites, blogs, revistas, filmes, séries...

Nessa minha busca, dispus-me a analisar comportamentos e identificar padrões na comunicação de pessoas públicas, principalmente na comunicação que outros artistas faziam na época. Pude focar sempre meu olhar nos mais populares, para descobrir possíveis tendências, e nos já consagrados, que nitidamente produziam um excelente trabalho de comunicação por terem uma equipe robusta ao lado. Além disso, direcionei meu olhar para aqueles que atuavam na mesma área que eu. E ali fui destrinchando, numa planilha, os insights e possíveis estratégias adotadas das quais eu poderia aplicar. 

Minha curiosidade e poder de observação serviram de aliados e foram determinantes pra que chegasse nesse entendimento: 

repertório pessoal afeta diretamente a produção de conteúdo. A trava na criação e produção a gente combate organizando as ideias e planejando a comunicação. Tudo é só uma questão de organizar e planejar pra produzir com consistência.

Foi durante um bloqueio criativo, o momento exato em que percebi o quanto a criação de repertório, pesquisa, estudo de tendências, descobertas e, principalmente, vivências implicavam em melhores resultados — tanto no processo de criação quanto na produção de conteúdo —, melhorando entregas, promovendo experiências riquíssimas, absorvendo o máximo da energia das pessoas e, principalmente, impulsionando a originalidade na criação, uma forma prática de fugir desse copia & cola de conteúdo que a gente vê aos montes. E, a partir desse entendimento, passei a mergulhar em experiências sociais e, até hoje, não economizo nas trocas e conversas quando tenho oportunidade de conhecer novas pessoas e interagir com grupos e culturas diversas.

Penso que, quanto mais referências se tem, mais autêntica será a comunicação, mais criativo será o conteúdo, mais interessante serão as conversas, mais diverso será o vocabulário e, a partir daí, mais estrutura para se expressar com confiança e liberdade.

Nosso conteúdo é fruto de nossas vivências e, quanto maior for nossa bagagem, quanto mais conhecimento e cultura entrarmos em contato, mais histórias teremos para contar e mais facilmente teremos a capacidade de nos envolver com as pessoas e envolvê-las em nossa narrativa. 

Talvez, o que você observa de tão excelente no conteúdo de pessoas influentes ou de  profissionais que tanto admira no digital esteja relacionado ao quanto essa pessoa valoriza e reconhece a própria trajetória. Exatamente por isso, ela transmite tanta segurança, que você sente do outro lado da tela. Este conteúdo é um convite para que você reconheça o valor do seu próprio repertório.

Tá aqui, um exercício boníssimo pra gente começar a por em prática:

Ao longo da minha trajetória, percebi que ampliar o repertório pessoal tem muito a ver com curiosidade e a vontade de explorar o novo. Não se trata de uma fórmula exata, mas de pequenas ações que me ajudaram (e continuam ajudando) a alimentar minha criatividade e a encontrar inspirações em lugares inesperados. Quero dividir algumas práticas que têm me ajudado a expandir meu repertório e, quem sabe, possam inspirar você também:
  1. Trocar ideias com pessoas diferentes – Essa troca sempre me traz novas perspectivas. Às vezes, é numa conversa casual que surge aquele “clique”.

  2. Explorar conteúdos variados – Ler algo que foge do habitual, como um poema, um artigo sobre ciência ou simplesmente visitar perfis de profissionais de áreas diversas no instagram, sempre traz insights inesperados e ótimas inspirações.

  3. Assistir a filmes e séries de outros gêneros e culturas – O cinema estrangeiro, por exemplo, me transporta para universos completamente diferentes. Séries como The Crow, The Bold Type e Bordertown trazem bons insights sobre comportamento humano.  

  4. Mergulhar em músicas de estilos variados – Sempre descubro algo incrível quando saio da minha zona de conforto musical. Testar novas playlists é quase como viajar sem sair do lugar, e eu tenho playlist pra tudo: malhar, criar conteúdo, começar o dia, curtir fim de semana, e a dica de ouro: a experiência musical facilita o processo de contar histórias com fundo musical. Vale a pena tentar! Inclusive, aqui o link do meu Spotify com algumas plays experimentais também. Dá uma olhada, ou melhor, dá uma ouvida lá!

  5. Observar mais ao meu redor – Perceber os detalhes do cotidiano, as pessoas, as cores, os gestos… É um exercício simples, mas cheio de surpresas.

  6. Consumir conteúdos de artistas independentes – Nas redes, há tanta gente criando coisas incríveis! É inspirador e também uma forma de apoiar esses artistas.

  7. Anotar ideias – Carrego sempre um caderno ou uso o smatphone (um grupo comigo mesma) para registrar pensamentos e referências, porque a memória pode falhar. Colocar no papel o que vi, ouvi ou senti me ajuda a organizar e expandir as ideias. Ter um caderno exclusivo para isso, serve como um lugar ótimo fazer curadoria de tudo o que me encantou de alguma forma.

  8. Experimentar experiências sensoriais – Às vezes, um prato diferente ou um aroma desconhecido ativa memórias e inspirações que nem imaginamos.

  9. Voltar para livros clássicos – Há um mundo imenso de obras de domínio público disponíveis online que podem nos transportar para outras épocas e ideias.

  10. Descobrir um hobby criativo – Pintura, fotografia ou até aprender origami são formas divertidas de estimular a mente, inclusive, uma matéria no The New York Times revelou que  estudos recentes indicam que escrever, desenhar e fazer artesanato, alguma arte com as prórpias mãos, parecem engajar e exercitar o cérebro mais do que digitar em um teclado. Olha aí!!! Habilidades que envolvem o controle motor fino das mãos são excelentes treinamento e superestímulo para o cérebro. Bora tentar?

  11. Aprender algo novo – Sempre que mergulho em um tema desconhecido, acabo encontrando ideias que conectam com outras áreas da minha vida. E tenho um cantinho no caderno apenas para coisas que fiz pela primeira vez. Acho interessante registrar de alguma forma. Quem sabe possa trazer inspirações futuras.

  12. Consumir conteúdos educativos e inspiradores online – Palestras, TED Talks e podcasts são verdadeiros baús de tesouros para o pensamento criativo.

  13. Utilizar o Pinterest – Como produtora artística posso dizer sem medo de errar, que o Pinterest é o app ideal para organizar nossas ideias e inspirações. Uma plataforma maravilhosa pra ajudar a gente a se conhecer e fazer curadoria de tudo o que representa nossos gostos pessoais e desejos futuros, contribuindo como um espaço pra gente fazer curadoria de si mesmo, e nos guiar em várias ações do nosso dia a dia, desde a simples compra de um acessório, escolha de um look, ou até mesmo criação de um banco de imagens como inspiração pra criar conteúdo. 

  14. Listar aprendizados - Tudo o que a gente já fez na vida à nível profissional ou não, cada uma dessas experiências podem nos ajudar a descobrir o que já colhemos com cada uma delas, ajudando a identificar a base invisível que nos sustenta, para trazer ainda mais confiança em si mesmo.

Essas são algumas das atividades que fazem parte do meu processo criativo e que me ajudam a enxergar o mundo com olhos mais curiosos e criativos. Espero que algo disso faça sentido pra você também. 

Repertório pessoal afeta diretamente a criação e a criatividade. Por esse motivo, entendo que trabalhar com produção de conteúdo — e, mais ainda, desenvolver narrativas que de fato façam sentido e gerem conexão com as pessoas — sem dúvidas exigem um repertório criativo. Daí a importância de ter um profissional de comunicação ao lado, que te oriente e ajude a desenvolver as melhores estratégias, obviamente de acordo com a sua necessidade. 

Chega de esconder quem você é: É hora de Viver Seu Conteúdo!

Se você entende que precisa melhorar sua comunicação e presença digital, fala comigo no oi@fabiolamalta.com ou entra em contato através do formulário do site, só clicar AQUI, o formulário está no final da página, terei o maior prazer de dividir com você o meu método de trabalho, que chamo de: VIVA SEU CONTEÚDO.  Chega de Esconder Quem Você É: É Hora de Viver Seu Conteúdo"